quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Sempre por ela.

E ela se levantou mais uma vez, com o pensamento de sempre: "Mais um dia a terminar sem nada novo, mais algumas várias horas gastas com pensamentos fúteis e superestimados...", deixando seu colchão velho e odiado para trás.
Como se a vida não vale-se mais nada ela dizia coisas que se ela tivesse quaisquer noções de sentimentalismo, ela se arrependeria depois... Mas a vida dela, não passa de um background da vida de alguém que já se foi há muito tempo. Há tanto tempo, que ela já não poderia descrever seus traços facilmente; na verdade, ela já não consegue descrever nada.
Ela chora como se isso fosse tudo. O mundo gira em torno do dinheiro, do verdadeiro hipócrita amor e da formação acadêmica - que teve e não adiantou nada. O mundo foi ingrato, lhe virou as costas e acabou com todas as suas esperanças de superação.
Se a vida é isso, ela decidiu não mais viver, porém mal sabe ela que a semente que ela plantou há 18 anos está esquecida, crescendo sozinha, assistindo à toda cena mal pensada, mal formulada e maldosa de seus pais.
Talvez ela sinta aquele remorso forçado, algo que disseram que ela deveria sentir ao fazer algo errado. Talvez ela sinta apenas a tristeza de não ter tudo o que quer, transformando a tudo e todos razões de infelicidade, dignos do seu maldoso egoísmo.
Por fim, o que ela quer é um incógnita já que nada a agrada, nada a satisfaz... a não ser algumas notas apertadas em um bolso sujo, que hoje em dia valeriam mais que sua própria alma!

"But it was Yellow!"