segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Habanera de 'Carmen' - Georges Bizet




L'amour est un oiseau rebelle
Que nul ne peut apprivoiser,
Et c'est bien en vain qu'on l'appelle,
S'il lui convient de refuser.
Rien n'y fait, menace ou prière,
L'un parle bien, l'autre se tait;
Et c'est l'autre que je préfère
Il n'a rien dit; mais il me plaît.

L'amour! L'amour! L'amour! L'amour!

L'amour est enfant de Bohême,
Il n'a jamais, jamais connu de loi,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
Si tu ne m'aime pas,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime!
Mais, si je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!

L'oiseau que tu croyais surprendre
Battit de l'aile et s'envola;
L'amour est loin, tu peux l'attendre;
Tu ne l'attend plus, il est là!
Tout autour de toi vite, vite,
Il vient, s'en va, puis il revient!
Tu crois le tenir, il t'évite;
Tu crois l'éviter, il te tient!

L'amour, l'amour, l'amour, l'amour!

L'amour est enfant de Bohême,
Il n'a jamais, jamais connu de loi,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
Si tu ne m'aime pas,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime!
Mais, si je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
Tradução automática viaGoogle Tradutor
O amor é um pássaro rebelde
Que nada pode domar,
E é em vão de ser chamado,
se ele deve recusar.
Nada vai funcionar, ameaça ou implorando,
Um fala bem o outro é silenciosa,
E este é o outro que eu prefiro
Ele não disse nada, mas eu gosto.

amor!

Amor!
Amor!
Amor!
amor é uma criança cigana,
nunca, nunca conhecido qualquer lei,
Se você não me ama, eu te amo,
Se eu te amo, manter guarda de si mesmo!
Se você fizer me ama,

Se você não me ama, eu te amo!
entanto, se eu te amo,
Se eu te amo, manter guarda de si mesmo!
pássaro que você pensou surpreender
asa de morcego e voou;
amor está longe, você pode esperar,
! você não espera mais, lá é
tudo em torno de você, rapidamente, rapidamente,

! Ele vem, vai, depois volta

Você acha que o prendê-lo, evita-se você;
Você acha que para evitá-lo, ele te segura!
Amor, amor, amor, amor!
amor é uma criança cigana,
nunca, nunca conheceu lei,
se você não me ama, eu te amo,
Se eu te amo, manter guarda de si mesmo!
Se você não me ama

domingo, 16 de dezembro de 2012

Pornografia Heterossexual do Séc. XXI por Caitlin Moran

" Era uma vez uma garota de unhas compridas e roupa horrível sentada em um sofá, tentando parecer sexy, mas, na verdade, com cara de quem acabou de se lembrar de uma multa de trânsito vergonhosa que não pagou. Talvez seus olhos estejam um pouco vesgos, de tão apertado que está seu sutiã.
  Um homem chega - um homem que caminha de um jeito bem estranho, como se estivesse carregando uma cadeira de jardim invisível à sua frente. Isso porque ele tem um pênis grande, fora do comum, que está ereto, e parece estar examinando a sala em busca da coisa de menor interesse sexual dentro dela.
  Depois de rejeitar a janela e o vaso, o pau finalmente se volta para a garota no sofá.
  Enquanto ela lambe os lábios sem o menor interesse, o homem se inclina por cima dela e - inexplicavelmente - pesa o peito esquerdo dela na mão. Parece que isso significa passar por algum tipo de ponto sem volta sexual, porque, trinta segundos depois, ela está sendo comida em um ângulo desconfortável, e depois é currada com uma cara de dor. Geralmente tem algumas palmadas na bunda aqui, alguns puxões de cabelo ali - qualquer coisa que seja realizável na filmagem com duas câmeras diretas em menos de cinco minutos.
  Tudo acaba com ele gozando na cara dela, fazendo a maior sujeira - como se estivesse colocando uma cobertura aleatória em um pãozinho em um dos desafios do game show The Generation Game.
   Fim!"

How to be a woman - C.M.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Of Monsters and Men - Little Talks



Hey! Hey! Hey! I don't like walking around this old and empty house
So hold my hand, I'll walk with you my dear. The stairs creak as I sleep, it's keeping me awake. It's the house telling you to close your eyes
Some days I can't even trust myself, It's killing me to see you this way
'Cause though the truth may vary this ship will carry
Our bodies safe to shore...
Hey! Hey! Hey! There's an old voice in my head that's holding me back
WelI tell her that I miss our little talks
Soon it will be over and buried with our past
We used to play outside when we were young, and full of life and full of love
Some days I don't know if I'm wrong or right. Your mind is playing tricks on you my dear
'Cause though the truth may vary this ship will carry
Our bodies safe to shore
Hey! Don't listen to a word I say
Hey! The screams all sound the same
Hey! 
'Cause though the truth may vary this ship will carry
Our bodies safe to shore. You're gone, gone, gone away
I watched you disappear; All that's left is a ghost of you
Now we're torn torn torn apart, there's nothing we can do
Just let me go, We'll meet again soon. Now wait wait wait for me
Please hang around; I see you when I fall asleep...

Cry, bitch! cry...

  Então eu percebi que acabou!
 - ACABOU?! ASSIM?! MAS... COMO?! - e se a minha loucura falasse por si, ela se auto-denominaria Natasha, the weird. 
  Não sei ao certo como cheguei a tal conclusão, percebi que acabou e que não tem volta não.
  Acabou respeito, acabou desejo, acabou interesse em estar interessada.
  Sinto falta de sentir calor, de sentir meu coração acelerar estupidamente a ponto de fazer meus olhos saltarem incontrolavelmente para o lado onde o meu grande amor se encontra; enquanto minhas mãos suam tanto que penso que minhas falanges poderiam escorregar e cair no chão...
  Sinto necessidade de ser eu, sinto necessidade de ser minha, apenas. Sempre minha, apenas minha, como fui há muito tempo atrás.
  Quem me amou, não cuidou. Me deixou cair como uma boneca de porcelana, frágil e delicada; me quebrou...
  Não sou do tipo que lamenta amor, mas eu realmente pensei que era verdade... Ah, se eu pudesse voltar a ser quem era antes de ter sido quebrada por um perecível amor.
  Cry, bitch! CRY! Nops, thanks. I don't wanna cry no more.
  E eu decidi isso, foda-se. Foda-se a necessidade de ser alguém de alguém, foda-se a necessidade de dormir de conchinha, foda-se a felicidade de ser chamada de 'amor', foda-se o sexo fixo e aquele carinho repetitivo porque ele sabe bem onde me fazer pedir arrego... Foda-se ele! Foda-se o amor! Foda-se tudo. Sou vadia.
  E um mês se foi com o término... Percebi pelo ciclo menstrual, que hoje já nem me preocupa se atrasa.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Ele não me conhece tão bem assim...

  Minhas olheiras e espinhas amareladas, meu cabelo frizzado escondendo minhas grandes e 'abanantes' orelhas passadas por uma genética inocente; uma genética indecente... 
  Meu cheiro e minha personalidade ácida, a cor da minha pele que combina perfeitamente com a tinta preta azulada que se destaca quando minha raiz loira começa a nascer.
  Minha delicada idolatria pelo sombrio, pelo mórbido, pelo caos. Todos os meus mais imundos pesadelos que me perseguem quando penso em ter algum sonho...
  Meu sorriso forçado escondendo meus mais profundos sentimentos de autoflagelação e vingança. O diagnóstico da psiquiatria sobre os pensamentos relacionados à minha infância.
  Todas as noites que chorei, torturada pela minha mente doente e meu passado doloroso. Todas as manhãs que pensei em não me levantar para tentar consertar o que há muito já havia acabado...
  Ele me vê sorrindo, ele me vê maquiada, ele me vê gargalhando enquanto faço uma piada, ele me vê cantando músicas inspiradas, ele pensa que já tem tudo 'figured out'... Ah, ele pensa que me conhece tão bem!
  Ele se acha superior a mim por diálogos cultos que não me valem nada nos meus momentos de oscilação, por conhecer bandas que eu não tenho a menor intenção em ouvir, por conhecer e saber demais sobre coisas que eu não tenho o menor interesse... Ah, ele pensa que é muito melhor que eu!
  Ele está apaixonado pela imagem ilusória de alguém que ele pensa que conhece, ele não se interessa em saber quem sou, ele quer apenas que eu seja o que ele espera... Ah, ele pensa que tem controle sobre mim!
  Ele reage como um babaca e espera que eu caia aos pés dele implorando por misericórdia, implorando por amor... Ah, mal sabe ele que nem pelo amor de meu pai implorei, ainda está para nascer alguém que me faça cair de amores.
  O orgulho, o orgulho me consome; não que se encaixe nessa caso, foi apenas um surto de falta de interesse em reagir a sua ceninha... Falta de interesse em você! Tanto quanto você em relação a mim.
  E assim como você disse: "Espero que fique bem!", é o que tenho a dizer para você. Fique bem, em seu mundinho extremamente diferente ao meu, com suas reações de menino mimado e prepotente, com seus gostos musicais aguçados, seus amigos sabichões superiores aos meu amigos 'bad', sua personalidade bitolada e superestimada de quem sabe muito e não tem experiência alguma no meio social... Me desculpe, mas meu interesse pereceu assim que você me comeu. zzzzZZZZzzzZZZZ

domingo, 2 de dezembro de 2012

Como ser um Grande Escritor.

(Henry Charles Bukowski Jr, 1920 - 1994)
"Você tem que trepar com um grande número de mulheres, belas mulheres e escrever uns poucos e decentes poemas de amor, e não se preocupe com a idade e/ou com os talentos frescos recém-chegados, apenas beba mais cerveja e mais cerveja, e vá às corridas pelo menos uma vez por semana e vença se possível. Aprender a vencer é difícil - qualquer frouxo pode ser um bom perdedor, e não esqueça do Brahms e do Bach e também da sua cerveja. Não exagere no exercício, durma até ao meio-dia. Evite cartões de crédito ou pagar qualquer conta no prazo. Lembre-se que nenhum rabo no mundo vale mais do que 50 pratas (em 1977) e se você tem a capacidade de amar, ame primeiro a si mesmo, mas esteja sempre alerta para a possibilidade de uma derrota total mesmo que a razão para essa derrota pareça certa ou errada - um gosto precoce da morte não é necessariamente uma coisa má. Fique longe de igrejas, bares e museus; e como a aranha, seja paciente - o tempo é a cruz de todos, mais o exílio, a derrota, a traição, todo esse esgoto. Fique com a cerveja. A cerveja é o sangue contínuo, uma amante contínua. Arranje uma grande máquina de escrever e assim como os passos que sobem e descem do lado de fora da sua janela bata na máquina, bata forte, faça disso um combate de pesos pesados. Faça como um touro no momento do primeiro ataque e lembre dos velhos cães que brigavam tão bem: Hemingway, Céline, Dostoiévski, Hamsun. Se você pensa que eles não ficaram loucos em quartos apertados assim como este em que agora você está, sem mulheres, sem comida, sem esperança, então você está pronto. Beba mais cerveja. Há tempo, e se não há está tudo certo também."


Bukowski - O amor é um cão dos diabos



domingo, 11 de novembro de 2012

Frustradas expectativas.

  "O Sol se põe e que tudo se ponha ao teu redor..."

  Com 'Ana Drama' começou a expansão de uma nova realidade.
  Onde as pessoas te decepcionam, abandonam, magoam, machucam e nem se importam; e você se faz importar, como se fosse uma questão de honra mesmo...
  Há pouco ouvi palavras de alguém sobre como tudo seria mais fácil se não criassem expectativas sobre tudo e todos. Como estamos sempre esperando que pessoas ajam de tal forma, que se sintam de tal forma e que nos surpreendam com seu amor e gratidão.
  No fim, tudo não passa de um vazio que você tenta preencher com esperanças surreais de que alguém apareça para te resgatar do que você se tornou, da maneira que você se sente e do mundo que você moldou ao seu redor.
  E se passasse minutos onde não ilusionasse um fim dramático, mórbido, caótico e doloroso; eu simplesmente viveria em paz com o que me tornei, com o que fui e com o que posso oferecer...
  A expectativa de estar em um relacionamento e nunca mais experimentar o que é solidão está acima de uma frustrada expectativa. A expectativa de ter uma amizade forte e duradoura que sempre te ampare, defenda e esteja ao seu lado; não passa de uma ilusão dolorosa do que todos temos a oferecer ao outro... 
  Nada!
  Por hora, me cansei. Me cansei de esperar algo que eu mesma não possa prover. Me cansei da tristeza que sinto por estar sempre em minha própria companhia. Me cansei de lamentar escolhas irreversíveis que não puderam satisfazer o ego alheio, a esperança sobre como deveria me portar.
  Me cansei da realidade de ser sempre Ana Drama!
  Coloquei tantas expectativas em cima do meu alter ego que me escondi atrás dele quando mais precisava mostrar minha face.

  Once in hell, embrace the devil!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Emoções neuróticas

  Enquanto maior parte da sociedade esconde sua face imunda atrás de máscaras baratas e maquiagens caras,  ainda me restam meus óculos...
  Grandes círculos de vidros sujos que escondem de mim aquilo que não quero ver e escondem do mundo aquilo que prefiro não mostrar.
  Talvez eu seja apenas a sombra da revolução que um dia eu achei que fosse. Hoje sou apenas um imã para confusões, inimigos e indecisões.
  Ou talvez o mundo não passe disso... Trace suas escolhas a respeito da sua personalidade, mas se adapte a realidade de que muitos não te respeitarão e que sua sede por justiça vai crescer a proporção que tudo se rompe.
  Antes eu sabia bem as músicas que me motivavam. Hoje busco incessantemente alguma droga que possa me abster da dor de ser o que sou... 
  Se eu pudesse descrever 'fracasso' em algum substantivo próprio esse seria meu nome. O problema está nas minhas malditas influências que me ensinaram que nem sempre quando a maioria grita que você está errado isso é necessariamente verdade. Então repasso milhares de cenas atrás do meu globo ocular, enquanto sinto minha pele e cérebro queimarem de ódio e ressentimento; me lembrando que tudo que fiz não passa de algo que define exatamente a minha personalidade.
  A minha personalidade? Ácida. Azeda. Amarga. Inconsequente. Aos olhos de quem? Do alheio. Não preciso esperar compreensão de ninguém além de mim. Compreendo-me bem. Nasci no caos, fui criada em meio ao caos e ao caos voltarei.
  O que eu fiz? Eu bati o pé por aquilo que acreditava ser certo na época. Se deixou de ser certo? Não, mas a opinião alheia (por incrível e ridículo que pareça) parece me importar no momento... 
  'Cobra', é a nova definição para integridade. Ou devo eu abaixar minha cabeça diante de pessoas que subestimam minha inteligência enquanto agem de forma incoerente com o papel que exercem na sociedade?
  Ó céus... Como ainda ouso duvidar sobre meus feitos diante de tais blasfêmias? 
  E eu não seria Ana Drama se fosse clara, direta e objetiva... Seria muito menos, se não imaginasse crânios sangrentos rolando escada abaixo depois de uma briga caótica e fria.
  Se eu consigo fazer sentido? Só quando não sinto um turbilhão de emoções neuróticas tomarem conta da minha sanidade.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Defina em palavras dramáticas: 'crescer'.

  E se eu soubesse a maneira que todos os meus atos terminariam, eu teria feito tudo com muito mais intensidade.
  No momento, passo por desilusões grandes sobre o sentido da vida, quem realmente são as pessoas em minha família e meus caros amigos e inimigos; que carreira realmente merece minha aptidão; quão significativo meu relacionamento está no momento e o maior de todos: Como e quem eu me tornei com todas essas experiências?
   Ao longo dos anos, ouvi muitas pessoas dizerem coisas como: 'Ah, você não parece ter 15 anos. Não digo apenas pelo físico, mas pela sua maneira de agir, pensar e falar.';  e assim seguiu de acordo com o avanço do meu número etário. A questão é, como eu deveria ser aos 18, quase 19 anos? Como eu deveria agir? Eis  o problema, eu só sei agir, pensar e falar como sempre fiz. Resultando em um crescimento pelo qual nunca pedi!
   "MADURA?! EU?!" - meus neurônios berram ao meu bom senso quando sou forçada a ouvir isso. Sabe de uma coisa? Eu busquei por muito tempo, aceitação. Tanto dos meus pais, quanto de amigos, quanto da sociedade. Eu não enxergava que o meu maior problema estava onde eu menos esperava, em mim.
   E viva a terrível desilusão amorosa que eu tive comigo mesma nos últimos meses! "Cara, porque você insiste em ser assim? Não vê que ninguém te ama." - e eu nunca pensei que meu próprio cérebro poderia ser cruel, dramático, mentiroso e desnecessário.
   Eu me descreveria como alguém que já não tem controle sobre as cordinhas que movem a marionete chamada Ana. As pessoas nunca compreenderiam como me sinto, mas é como se eu fosse uma observadora dentro do meu próprio corpo quando reajo e ajo de maneiras que eu nunca pensei, concordei ou autorizei meu corpo a fazer. É como se eu fosse apenas uma essência não ouvida de alguém que deixou de existir há muito tempo. E se isso é crescer? Boa pergunta, poderia descrever isso como falta de controle. Ou de acordo com as palavras de outrem: "Ana, você é descontrolada! E pior ainda, INFANTIL!". E se eu ganhasse uma moeda a cada vez que ouvisse isso... Eu teria exatas quatro moedas.
   Me pergunto se seria isso que posso esperar da vida: dúvidas. 'Hello, Captain! Então a vida se resume a velejar em mares desconhecidos, seguindo sem rumo enquanto amorteço os pesares da vida com aquela velha garrafa de rum?'. E tanto quanto The Sims após alguns meses jogando, a vida não me faz sentido algum.
   E a palavra dolorosa de todos os tempos: CRESCER! "Crescer ou não crescer, eis a questão." - deveria ter sido o foco do William, mas ele era tão esnobe que não se abaixou aos pequeninos que não queriam crescer. Mas me contento com meu amigo Peter, que criou a Terra do Nunca para satisfazer pessoas medíocres como eu que não aceitam o simples fato que a vida deve seguir, independente de seus tramas e lamúrias. 
   O Show sempre deve continuar!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Hipocrisia, eu quero uma pra viver.



  E eu adoro todas as vezes em que me deparo com críticas por ser muito critica, irônica, sarcástica e piadista... Ó céus!

  O mal da nossa cultura fracassada está no cultivo de que existe o certo e o errado, o sagrado e o profano, o bem e o mal; está em tornar a moralidade uma hipocrisia sem definição. Ou você segue as regras de acordo com os conformes ou você não é bom o suficiente para ser aceito como um ser humano, um cidadão, um indivíduo subjetivo. Um ser que perante os olhos dos nossos grandes e melhores hipócritas, deveria ser perfeito! Deveria se sujeitar a seguir os conformes; nem pensar em contradizer as regras dessa vã sociedade que apenas me fazem concordar com o Dr. Gregory House nos meus dias ruins: "EVERYBODY LIES! NOBODY CHANGES!"
  As pessoas agem como hipócritas, se portam de maneira duvidosa, deixam a desejar em ações não-dignas de admiração; mas se você vier a falhar, se você contar uma piada que possa parecer racista, preconceituosa ou cruel aos ouvidos dos sujos; você definitivamente é um ser humano digno de repudia! Ah, e não pense que eles deixarão passar... Além do mais, sua sinceridade é sempre a criticada faca de dois gumes.

  Todos vivem suas vidinhas medíocres, com suas idéias medíocres, escondem seus sentimentos medíocres e pensam que podem burlar a essência do ser, a essência do sentir.

  Quem começa a ler meu post, pensa que irei criticar o ser humano, que irei criticar a hipocrisia, que irei criticar críticas sobre minhas críticas e ironias. Sim, eu vou!
  Eu farei as críticas, eu serei hipócrita, eu irei dar valor a cada sentimento que seja conhecido como penoso pela hipócrita e brilhante sociedade mentirosa. Que nada mais faz do que fingir ser algo que não é, escondendo sua sombra sob seus pés sujos, escondendo seus pensamentos maliciosos e sombrios para que não seja taxado como repugnante.
  E voltamos ao que todos temem: 'Quem é você para queimar o meu filme?', como se alguém precisasse fazer isso por você, filha. Hipócritas, varrendo seus segredos e obscuridades para debaixo do maior tapete de todos; a vida. Pelo menos, eles praticam bem a hipocrisia. No entanto, da mesma forma que defendo a necessidade da hipocrisia na vida, defendo a necessidade de qualquer outro sentimento, em demasia ou não.
  Portanto, seja! Seja tudo o que sua essência exige que você seja. Aja sem pensar, aja pensando, aja de qualquer forma. Chega de se policiar com medo de ser ridicularizado por ser diferente dos demais. Por pensar diferente dos demais. Por sentir algo que os demais dizem que pessoas 'boas' não deveriam sentir. Por falar algo que disseram que você não deveria falar. CHEGA! Chega de hipocrisia sempre, guarde isso para quando precisar.
  Lave essa maquiagem velha da sua cara e tente repinta-la mais parecida com você. Enquanto você puder se expressar; seja inveja, ciúmes, pânico, amor, idolatria, admiração, saudades, magoa, rancor, ânsia e todos os sentimentos que não podem ser ignorados - você será cada vez mais você e menos o que as pessoas querem que você seja, esperam que você aja, te forcem a querer e por fim; ser diferente delas.

  "Hipocrisia, eu quero uma pra viver... pra viver..."

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Bukowski: Born into This (2003) [Legendado]

"Há alguma coisa em mim que não consigo controlar. Nunca dirijo meu carro por cima de uma ponte sem pensar em suicídio. Quero dizer, não fico pensando nisso. Mas passa pela minha cabeça: SUICÍDIO. Como uma luz que pisca no escuro. Alguma coisa que faz você continuar. Saca? De outra forma, seria apenas loucura. E não é engraçado, colega. E cada vez que escrevo um bom poema, é mais uma muleta que me faz seguir em frente. Não sei quanto às outras pessoas, mas quando me abaixo para colocar os sapatos de manhã, penso: "Deus Todo-Poderoso, o que mais agora?". A vida me fode, não nos damos bem. Tenho que comê-la pelas beiradas, não tudo de uma vez só. É como engolir baldes de merda. Não me supreende que os hospícios e as cadeias estejam cheios e que as ruas estejam cheias. Gosto de olhar os meus gatos. Eles me alcamam. Eles me fazem sentir bem. Mas não me coloque em uma sala cheia de humanos. Nunca faça isso comigo. Especialmente numa festa. Não faça isso." Charles Bukowski, O capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Com amor e carinho.

E como todo bom escritor, a inspiração é a junção de uma música muito bem escrita e detalhadamente identificante com sua necessidade extrema de escrever sobre aquele maldito sentimento te corroendo os escombros por dentro!
E você segue a porra da sua vida na tentativa de perdoar, na tentativa VAGA de esquecer.

Quantas vezes passei por esse blog falando das ironias da vida. De como a MINHA vida poderia ser algo mirabolantemente foda. Mas e aí? Cada pulseira no meu pulso arrebenta à medida que o meu humor muda. E a minha raiz agora permanece negra, como minha alma e psiquê.
Só quem acompanha o que eu digo por anos conseguiria entender o que é melhor pra mim. PAZ! Me dê paz! Cadê minha paz? Ela foi engolida pelos progenitores que acham que me dominam, foi engolida por mim - na esperança fútil de me sentir melhor sendo algo que repugnei ser por muitos anos; poderiam ser décadas se não fosse essa criança malditamente precoce. (por favor, blog! Pare de dizer que as palavras que eu crio estão erradas, sublinhando-as de vermelho. Eu crio o que quero da mesma forma que as digo e vivo.)
E o que eu sinto? Quem ousou perguntar o que eu sinto? EU SINTO TANTO!
Sinto tanto que não conseguiria descrever em mil anos de vocabulário mágico.
Sinto a discrepância entre minha alma e coração. Sinto a lacuna entre meu bom-senso e minha loucura agindo como se nunca estivessem fora de si.
Cadê Sanidade? Eu engoli ela com todos aqueles comprimidos bi-colores que o psiquiatra passou na tentativa de me manter sã. Mal sabia ele que a sanidade está presa no estomago e não vai reagir, apenas ser digerida; digerida com toda aquela merda que eu digiro na esperança moribunda de que todos eles mudem, de que tudo evolua e de que a vida passe a ter cor, passe a ter algo indescritível!

Ah, e por favor, devolvam minha vida! Devolvam aquela sensação de alívio, de amor, de felicidade, de total conforto, de afeto, de amizade, de compaixão, de compreensão e todos aqueles sentimentos que NUNCA SENTI!

Merda de rejeição que me mata vagarosamente. Merda de rejeição que largou esse entulho-imã dentro de mim por tantos anos, me forçando a buscar apenas o que me destrói, o que me desestabiliza estrondosamente; ó maldita rejeição paterna-maternal, espero que você se torne um buquê de flores místicas que entre em combustão espontânea, ok? Agradeço a visão!


Com amor e carinho, Adorável Transtornada-Ana! ♥

terça-feira, 3 de julho de 2012

Edgar Allan Poe.

"Homens me chamaram de louco; mas a questão ainda não está definida, se loucura é ou não é a sublime inteligência - se muito disso é glorioso - se tudo isso é profundo - não emerge da doença ou do pensamento - dos humores da mente exaltada às expensas do intelecto geral" - Edgar Allan Poe

terça-feira, 22 de maio de 2012

Diário de Rorschach - 16 de outubro de 1985

“Rua 42: seios nus se esparramam de todos os outdoors, de todos os cartazes, sujando a calçada.
Me ofereceram amor sueco e amor francês… mas não amor americano.
Amor americano; como Coca em garrafas de vidro verde… Eles não fazem mais.
Pensei na história do Moloch a caminho do cemitério.
Pode ser mentira.
Parte de uma vingança planejada durante uma década atrás das grades.
Mas, se for verdade, o que significa?
Referência intrigante a uma ilha.
Também ao Dr. Manhattan.
Será que ele corre perigo?
Tantas perguntas.
Tudo bem. Respostas em breve.
Nada é insolúvel.
Existe esperança.
Enquanto houver vida.
No cemitério, cruzes brancas se enfileram, marcas de giz numa lousa gigante.
Faço última visita em silêncio, sem alarde. Edward Morgan Blake.
Nascido em 1924. Comediante por 45 anos.
Falecido em 1985, enterrado na chuva.
É o que acontece conosco?
Uma vida de conflitos sem tempo para amigos… e no fim só nossos inimigos deixam rosas.
Vidas violentas terminando violentamente.
Dollar Bill, Silhouette, Capitão Metrópolis… nós nunca morremos na cama.
Não é permitido.
Algo da nossa personalidade, talvez?
Algum impulso animal para lutar e se debater, fazendo de nós o que somos?
Não é importante. Fazemos o que deve ser feito.
Outros enterram a cabeça entre as tetas inchadas da indulgência e da gratificação, leitões procurando abrigo debaixo de uma porca…
E o futuro se avista como um trem expresso.
Blake entendia. Tratava tudo como piada, mas entendia.
Ele viu as rachas na sociedade.
Viu os homenzinhos de máscara tentando remendar tudo…
Ele viu a verdadeira face do século 20 e escolheu se tornar um reflexo, uma paródia desses tempos.
Ninguém mais viu a piada. Por isso a sua solidão.
Ouvi uma piada uma vez:

‘Homem vai ao médico. Diz que está deprimido. Diz que a vida parece dura e cruel. Conta que se sente só num mundo ameaçador onde o que se anuncia é vago e incerto. Médico diz: “Tratamento é simples. O grande palhaço Pagliacci está na cidade. Assista ao espetáculo. Isso deve animá-lo.” Homem se desfaz em lágrimas. E diz: “Mas, doutor… eu sou o Pagliacci.” ‘



Boa piada. Todo mundo ri. Rufam os tambores. Desce o pano.”

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A Tragédia de Hamlet - William Shakespeare

Ato III, Cena I. “To be or not to be, that is the question; Whether ’tis nobler in the mind to suffer The slings and arrows of outrageous fortune, Or to take arms against a sea of troubles, And by opposing, end them. To die, to sleep; No more; and by a sleep to say we end The heart-ache and the thousand natural shocks That flesh is heir to — ’tis a consummation Devoutly to be wish’d. To die, to sleep; To sleep, perchance to dream. Ay, there’s the rub, For in that sleep of death what dreams may come, When we have shuffled off this mortal coil, Must give us pause. There’s the respect That makes calamity of so long life, For who would bear the whips and scorns of time, Th’oppressor’s wrong, the proud man’s contumely, The pangs of despised love, the law’s delay, The insolence of office, and the spurns That patient merit of th’unworthy takes, When he himself might his quietus make With a bare bodkin? who would fardels bear, To grunt and sweat under a weary life, But that the dread of something after death, The undiscovered country from whose bourn No traveller returns, puzzles the will, And makes us rather bear those ills we have Than fly to others that we know not of? Thus conscience does make cowards of us all, And thus the native hue of resolution Is sicklied o’er with the pale cast of thought, And enterprises of great pitch and moment With this regard their currents turn awry, And lose the name of action.”

segunda-feira, 5 de março de 2012

Chuck Berry Fields Forever

Trazido d'África pra Américas de Norte e Sul Tambor de tinto timbre tanto tonto tom tocou E neve, garça branca, valsa do Danúbio Azul Tonta de tanto embalo, num estalo desmaiou Vertigem verga, a virgem branca tomba sob o sol Rachado em mil raios pelo machado de Xangô E assim gerados, a rumba, o mambo, o samba, o rhythm'n'blues Tornaram-se os ancestrais, os pais do rock and roll Rock é nosso tempo, baby Rock and roll é isso Chuck Berry fields forever Os quatro cavaleiros do após-calipso O após-calipso Rock and roll Capítulo um Versículo vinte - Sículo vinte Século vinte e um Versículo vinte - Sículo vinte Século vinte e um

sábado, 3 de março de 2012

Descrições.

A raiz grande e loira destacando entre os cachos ruivos desbotados descrevem quão desleixada eu gostaria de parecer, mesmo me corroendo por não ter controle sobre isso;
As meias de algodão macio e colorido descrevem o quanto eu contradigo a minha personalidade forte misturada com meu estilo revolucionário;
As palavras escolhidas à dedo fazem questão de descrever o quanto eu tento não parecer excêntrica;
Os sorrisos aleatórios entre frases que foram soltas para ferir descrevem a minha indiferença ofuscada pela minha acidez;
As manchas de sangue espalhadas pelo meu rosto branco descrevem a minha ansiedade em pensar em tudo que sou capaz;
As unhas moles e quebradiças descrevem a tentativa de não roê-las na esperança de não parecer extremamente contrária a feminilidade;
As rachaduras no lábio descrevem o quão seca fica a minha boca quando penso em como tudo deveria ser, lambendo os lábios na tentativa de não mais viajar em pensamentos vagos sobre como o amor e a paixão deveriam andar lado a lado e como o romance deveria existir em cada letrinha expelida pela pele quando leio livros romanticos que me lembram como a minha história não tem nada de apaixonante;
As olheiras fundas sob os olhos descrevem a quantidade de noites que passei em claro com os foninhos no ouvido, escutando aquela descritiva música 'Gravity' do John Mayer (recém apresentada por alguém que poderia ter significado algo, mas o resto não significa nada perto de você) que me lembra o quanto eu queria que você viesse como em sonho: todo romantico me surpreendendo com carícias, beijos e abraços; palavras quentes ao pé do ouvido me fazendo lembrar o que nos levou a ficar juntos por dois anos... longos anos... adoráveis anos!
As roupas mal passadas com plumas do cobertor da noite passada descrevem o quanto você já ficou em um passado distante, contradizendo todo o resto que dizia o quanto eu te queria;
Por fim, todos os elementos ao nosso redor descrevem o quão real tudo foi e o quão triste é perceber que descrições são precisas ao dizer que tudo acabou e que você deveria ter mudado todas as suas senhas pois na minha mente estão todas bem claras; como todas as juras de amor que foram quebradas com o passar do tempo... O amor? Ah, o amor! A descrição que eu sempre tenho para o amor é: "SUCKS" infinitamente.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Intimidade!

Uma palavra de 5 sílabas que quer dizer:
"Eis meu coração e minha alma, favor moê-los,
fazer deles um hamburguer e bom apetite."

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Love's gonna get you down!

"Sucking too hard on your lollipop or love is going to get you down!
Live your life until love is found, cuz love is gonna get you down..."


Cadê a droga da sensatez quando mais preciso dela?
A sensação é óbvia: você acorda e percebe que as coisas não estão as mesmas e você deixou de ser você mesma há décadas. Cadê a droga da personalidade que tanto te sufocava antigamente?
Os seus sentimentos foram banalizados pela escassez de palavras a descrevê-los.
Você continua a casca vazia de sempre, mas dessa vez está pior... Algo incomoda!
A porra do seu relacionamento vitalício acabou com você, o término desse relacionamento te deixou anestesiada quanto às sensações e você? Você continua a mesma indecente de sempre, Ana Drama...
O passado já não tem importância alguma, assim como o presente vazio que estou vivendo; sempre atrás de algum objetivo ilógico que me faça sentir algo, que me faça sentir como todos os outros: anestesiados pela inferioridade da vida. Droga de vida!

"What the hell is going on? The cruelest dream, reality!"

Talvez eu tenha sérios problemas, pois sempre me identifico com músicas problemáticas e elas acabam se tornando a trilha sonora da minha vida... pelo menos, até chegar uma que eu me identifique ainda mais. Poxa, quão chato poderia ser tudo isso? Está na hora desse trem chamado 'vida' parar e me deixar descer. Eu não quero o amor, ele só quer me ferrar com suas palavras e olhares calorosos dizendo 'Você é o amor da minha vida, mas eu ainda vou partir seu coração; não por intenção, só por desmazelo!' - e eu ainda consigo me lembrar de todas as vezes que eu fui mandante de tal crime... Love sucks, bitch.

"Eu não posso falhar, isso é tudo que eu sou!"

Frases de filmes me confortam pelo fato de me sentir em um tipo de realidade paralela, fora de mim! Fora de cogitação... Coadjuvante de uma história feliz.
Tudo o que eu queria fazer agora era voltar no primeiro dia em que eu vi meu filme preferido: debaixo do cobertor comendo pipocas com chocolate e aprendendo que mesmo usando botas de combates e odiando tudo o que a outra pessoa faz, você ainda vai cair de quatro por alguém que simplesmente não dá a mínima pra você. O objetivo disso? É a droga do Karma te colocando no lugar que você merece estar: na lama. A decisão é sua: ou continua caído ou levanta!
Para mim a decisão sempre foi bem óbvia e imutável: o que não me satisfaz, nunca foi suficiente.
Mas ainda bate aquela nostalgia de uma dor incontrolável, onde você é a vítima de um grande amor não correspondido. Como se não bastasse a minha infância e pré-adolescência terem sido assim, eu continuo querendo dificultar tudo. Mas pra terminar, deixo aqui as palavras que eu mais gosto do filme que eu mais gosto seguido da música que me fez refletir sobre isso:

"Odeio o modo como fala comigo e como corta o cabelo.
Odeio como dirige o meu carro.
E odeio seu desmazelo.
Odeio suas enormes botas de combate e como consegue ler minha mente.
Eu odeio tanto isso em você, que até me sinto doente.
Eu odeio como está sempre certo.
E odeio quando você mente.
Eu odeio quando me faz rir muito, e mas quando me faz chorar.
Eu odeio quando não está por perto, e o fato de não me ligar.
Mas eu odeio principalmente, não conseguir te odiar.
Nem um pouco, nem mesmo por um segundo, nem mesmo só por te odiar."