E como todo bom escritor, a inspiração é a junção de uma música muito bem escrita e detalhadamente identificante com sua necessidade extrema de escrever sobre aquele maldito sentimento te corroendo os escombros por dentro!
E você segue a porra da sua vida na tentativa de perdoar, na tentativa VAGA de esquecer.
Quantas vezes passei por esse blog falando das ironias da vida. De como a MINHA vida poderia ser algo mirabolantemente foda. Mas e aí? Cada pulseira no meu pulso arrebenta à medida que o meu humor muda. E a minha raiz agora permanece negra, como minha alma e psiquê.
Só quem acompanha o que eu digo por anos conseguiria entender o que é melhor pra mim. PAZ! Me dê paz! Cadê minha paz? Ela foi engolida pelos progenitores que acham que me dominam, foi engolida por mim - na esperança fútil de me sentir melhor sendo algo que repugnei ser por muitos anos; poderiam ser décadas se não fosse essa criança malditamente precoce. (por favor, blog! Pare de dizer que as palavras que eu crio estão erradas, sublinhando-as de vermelho. Eu crio o que quero da mesma forma que as digo e vivo.)
E o que eu sinto? Quem ousou perguntar o que eu sinto? EU SINTO TANTO!
Sinto tanto que não conseguiria descrever em mil anos de vocabulário mágico.
Sinto a discrepância entre minha alma e coração. Sinto a lacuna entre meu bom-senso e minha loucura agindo como se nunca estivessem fora de si.
Cadê Sanidade? Eu engoli ela com todos aqueles comprimidos bi-colores que o psiquiatra passou na tentativa de me manter sã. Mal sabia ele que a sanidade está presa no estomago e não vai reagir, apenas ser digerida; digerida com toda aquela merda que eu digiro na esperança moribunda de que todos eles mudem, de que tudo evolua e de que a vida passe a ter cor, passe a ter algo indescritível!
Ah, e por favor, devolvam minha vida! Devolvam aquela sensação de alívio, de amor, de felicidade, de total conforto, de afeto, de amizade, de compaixão, de compreensão e todos aqueles sentimentos que NUNCA SENTI!
Merda de rejeição que me mata vagarosamente. Merda de rejeição que largou esse entulho-imã dentro de mim por tantos anos, me forçando a buscar apenas o que me destrói, o que me desestabiliza estrondosamente; ó maldita rejeição paterna-maternal, espero que você se torne um buquê de flores místicas que entre em combustão espontânea, ok? Agradeço a visão!
Com amor e carinho, Adorável Transtornada-Ana! ♥