sábado, 11 de julho de 2015

Seu nome é Karma!

Seu perfume era como um afrodisíaco natural que se deveria comercializar como uma espécie de poção amorosa. Eu nunca havia experimentado uma fragância que tivesse tanto controle sobre mim.
Não era só o cheiro mas a forma como ele mexia os dedos assinalando os instrumentos das músicas... Ah, era como uma varinha de condão que me regia para onde quisesse; esse era o início do meu fim.
E desde então, ele esteve aqui. Principalmente, quando não esteve.
Eu forço a memória e consigo ouvir sua voz e suas oscilações entoando alguma piada sexualizada intencionalmente para depois me dizer que não se trata apenas de sexo mas sim de um "algo mais".
No meu dicionário esse "algo mais" vem seguido de uma imagem onde eu estou encostada em algum canto de parede escuro balançando o meu corpo enquanto abraço minhas pernas agachada e choro dizendo ao mundo "Quanto está o score do Karma, agora?"; mas além disso, é o último suspiro da menininha crente dentro de mim que aguarda ansiosamente por uma demonstração de que isso, de fato, possa ser verdade.