segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Habanera de 'Carmen' - Georges Bizet




L'amour est un oiseau rebelle
Que nul ne peut apprivoiser,
Et c'est bien en vain qu'on l'appelle,
S'il lui convient de refuser.
Rien n'y fait, menace ou prière,
L'un parle bien, l'autre se tait;
Et c'est l'autre que je préfère
Il n'a rien dit; mais il me plaît.

L'amour! L'amour! L'amour! L'amour!

L'amour est enfant de Bohême,
Il n'a jamais, jamais connu de loi,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
Si tu ne m'aime pas,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime!
Mais, si je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!

L'oiseau que tu croyais surprendre
Battit de l'aile et s'envola;
L'amour est loin, tu peux l'attendre;
Tu ne l'attend plus, il est là!
Tout autour de toi vite, vite,
Il vient, s'en va, puis il revient!
Tu crois le tenir, il t'évite;
Tu crois l'éviter, il te tient!

L'amour, l'amour, l'amour, l'amour!

L'amour est enfant de Bohême,
Il n'a jamais, jamais connu de loi,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
Si tu ne m'aime pas,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime!
Mais, si je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
Tradução automática viaGoogle Tradutor
O amor é um pássaro rebelde
Que nada pode domar,
E é em vão de ser chamado,
se ele deve recusar.
Nada vai funcionar, ameaça ou implorando,
Um fala bem o outro é silenciosa,
E este é o outro que eu prefiro
Ele não disse nada, mas eu gosto.

amor!

Amor!
Amor!
Amor!
amor é uma criança cigana,
nunca, nunca conhecido qualquer lei,
Se você não me ama, eu te amo,
Se eu te amo, manter guarda de si mesmo!
Se você fizer me ama,

Se você não me ama, eu te amo!
entanto, se eu te amo,
Se eu te amo, manter guarda de si mesmo!
pássaro que você pensou surpreender
asa de morcego e voou;
amor está longe, você pode esperar,
! você não espera mais, lá é
tudo em torno de você, rapidamente, rapidamente,

! Ele vem, vai, depois volta

Você acha que o prendê-lo, evita-se você;
Você acha que para evitá-lo, ele te segura!
Amor, amor, amor, amor!
amor é uma criança cigana,
nunca, nunca conheceu lei,
se você não me ama, eu te amo,
Se eu te amo, manter guarda de si mesmo!
Se você não me ama

domingo, 16 de dezembro de 2012

Pornografia Heterossexual do Séc. XXI por Caitlin Moran

" Era uma vez uma garota de unhas compridas e roupa horrível sentada em um sofá, tentando parecer sexy, mas, na verdade, com cara de quem acabou de se lembrar de uma multa de trânsito vergonhosa que não pagou. Talvez seus olhos estejam um pouco vesgos, de tão apertado que está seu sutiã.
  Um homem chega - um homem que caminha de um jeito bem estranho, como se estivesse carregando uma cadeira de jardim invisível à sua frente. Isso porque ele tem um pênis grande, fora do comum, que está ereto, e parece estar examinando a sala em busca da coisa de menor interesse sexual dentro dela.
  Depois de rejeitar a janela e o vaso, o pau finalmente se volta para a garota no sofá.
  Enquanto ela lambe os lábios sem o menor interesse, o homem se inclina por cima dela e - inexplicavelmente - pesa o peito esquerdo dela na mão. Parece que isso significa passar por algum tipo de ponto sem volta sexual, porque, trinta segundos depois, ela está sendo comida em um ângulo desconfortável, e depois é currada com uma cara de dor. Geralmente tem algumas palmadas na bunda aqui, alguns puxões de cabelo ali - qualquer coisa que seja realizável na filmagem com duas câmeras diretas em menos de cinco minutos.
  Tudo acaba com ele gozando na cara dela, fazendo a maior sujeira - como se estivesse colocando uma cobertura aleatória em um pãozinho em um dos desafios do game show The Generation Game.
   Fim!"

How to be a woman - C.M.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Of Monsters and Men - Little Talks



Hey! Hey! Hey! I don't like walking around this old and empty house
So hold my hand, I'll walk with you my dear. The stairs creak as I sleep, it's keeping me awake. It's the house telling you to close your eyes
Some days I can't even trust myself, It's killing me to see you this way
'Cause though the truth may vary this ship will carry
Our bodies safe to shore...
Hey! Hey! Hey! There's an old voice in my head that's holding me back
WelI tell her that I miss our little talks
Soon it will be over and buried with our past
We used to play outside when we were young, and full of life and full of love
Some days I don't know if I'm wrong or right. Your mind is playing tricks on you my dear
'Cause though the truth may vary this ship will carry
Our bodies safe to shore
Hey! Don't listen to a word I say
Hey! The screams all sound the same
Hey! 
'Cause though the truth may vary this ship will carry
Our bodies safe to shore. You're gone, gone, gone away
I watched you disappear; All that's left is a ghost of you
Now we're torn torn torn apart, there's nothing we can do
Just let me go, We'll meet again soon. Now wait wait wait for me
Please hang around; I see you when I fall asleep...

Cry, bitch! cry...

  Então eu percebi que acabou!
 - ACABOU?! ASSIM?! MAS... COMO?! - e se a minha loucura falasse por si, ela se auto-denominaria Natasha, the weird. 
  Não sei ao certo como cheguei a tal conclusão, percebi que acabou e que não tem volta não.
  Acabou respeito, acabou desejo, acabou interesse em estar interessada.
  Sinto falta de sentir calor, de sentir meu coração acelerar estupidamente a ponto de fazer meus olhos saltarem incontrolavelmente para o lado onde o meu grande amor se encontra; enquanto minhas mãos suam tanto que penso que minhas falanges poderiam escorregar e cair no chão...
  Sinto necessidade de ser eu, sinto necessidade de ser minha, apenas. Sempre minha, apenas minha, como fui há muito tempo atrás.
  Quem me amou, não cuidou. Me deixou cair como uma boneca de porcelana, frágil e delicada; me quebrou...
  Não sou do tipo que lamenta amor, mas eu realmente pensei que era verdade... Ah, se eu pudesse voltar a ser quem era antes de ter sido quebrada por um perecível amor.
  Cry, bitch! CRY! Nops, thanks. I don't wanna cry no more.
  E eu decidi isso, foda-se. Foda-se a necessidade de ser alguém de alguém, foda-se a necessidade de dormir de conchinha, foda-se a felicidade de ser chamada de 'amor', foda-se o sexo fixo e aquele carinho repetitivo porque ele sabe bem onde me fazer pedir arrego... Foda-se ele! Foda-se o amor! Foda-se tudo. Sou vadia.
  E um mês se foi com o término... Percebi pelo ciclo menstrual, que hoje já nem me preocupa se atrasa.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Ele não me conhece tão bem assim...

  Minhas olheiras e espinhas amareladas, meu cabelo frizzado escondendo minhas grandes e 'abanantes' orelhas passadas por uma genética inocente; uma genética indecente... 
  Meu cheiro e minha personalidade ácida, a cor da minha pele que combina perfeitamente com a tinta preta azulada que se destaca quando minha raiz loira começa a nascer.
  Minha delicada idolatria pelo sombrio, pelo mórbido, pelo caos. Todos os meus mais imundos pesadelos que me perseguem quando penso em ter algum sonho...
  Meu sorriso forçado escondendo meus mais profundos sentimentos de autoflagelação e vingança. O diagnóstico da psiquiatria sobre os pensamentos relacionados à minha infância.
  Todas as noites que chorei, torturada pela minha mente doente e meu passado doloroso. Todas as manhãs que pensei em não me levantar para tentar consertar o que há muito já havia acabado...
  Ele me vê sorrindo, ele me vê maquiada, ele me vê gargalhando enquanto faço uma piada, ele me vê cantando músicas inspiradas, ele pensa que já tem tudo 'figured out'... Ah, ele pensa que me conhece tão bem!
  Ele se acha superior a mim por diálogos cultos que não me valem nada nos meus momentos de oscilação, por conhecer bandas que eu não tenho a menor intenção em ouvir, por conhecer e saber demais sobre coisas que eu não tenho o menor interesse... Ah, ele pensa que é muito melhor que eu!
  Ele está apaixonado pela imagem ilusória de alguém que ele pensa que conhece, ele não se interessa em saber quem sou, ele quer apenas que eu seja o que ele espera... Ah, ele pensa que tem controle sobre mim!
  Ele reage como um babaca e espera que eu caia aos pés dele implorando por misericórdia, implorando por amor... Ah, mal sabe ele que nem pelo amor de meu pai implorei, ainda está para nascer alguém que me faça cair de amores.
  O orgulho, o orgulho me consome; não que se encaixe nessa caso, foi apenas um surto de falta de interesse em reagir a sua ceninha... Falta de interesse em você! Tanto quanto você em relação a mim.
  E assim como você disse: "Espero que fique bem!", é o que tenho a dizer para você. Fique bem, em seu mundinho extremamente diferente ao meu, com suas reações de menino mimado e prepotente, com seus gostos musicais aguçados, seus amigos sabichões superiores aos meu amigos 'bad', sua personalidade bitolada e superestimada de quem sabe muito e não tem experiência alguma no meio social... Me desculpe, mas meu interesse pereceu assim que você me comeu. zzzzZZZZzzzZZZZ

domingo, 2 de dezembro de 2012

Como ser um Grande Escritor.

(Henry Charles Bukowski Jr, 1920 - 1994)
"Você tem que trepar com um grande número de mulheres, belas mulheres e escrever uns poucos e decentes poemas de amor, e não se preocupe com a idade e/ou com os talentos frescos recém-chegados, apenas beba mais cerveja e mais cerveja, e vá às corridas pelo menos uma vez por semana e vença se possível. Aprender a vencer é difícil - qualquer frouxo pode ser um bom perdedor, e não esqueça do Brahms e do Bach e também da sua cerveja. Não exagere no exercício, durma até ao meio-dia. Evite cartões de crédito ou pagar qualquer conta no prazo. Lembre-se que nenhum rabo no mundo vale mais do que 50 pratas (em 1977) e se você tem a capacidade de amar, ame primeiro a si mesmo, mas esteja sempre alerta para a possibilidade de uma derrota total mesmo que a razão para essa derrota pareça certa ou errada - um gosto precoce da morte não é necessariamente uma coisa má. Fique longe de igrejas, bares e museus; e como a aranha, seja paciente - o tempo é a cruz de todos, mais o exílio, a derrota, a traição, todo esse esgoto. Fique com a cerveja. A cerveja é o sangue contínuo, uma amante contínua. Arranje uma grande máquina de escrever e assim como os passos que sobem e descem do lado de fora da sua janela bata na máquina, bata forte, faça disso um combate de pesos pesados. Faça como um touro no momento do primeiro ataque e lembre dos velhos cães que brigavam tão bem: Hemingway, Céline, Dostoiévski, Hamsun. Se você pensa que eles não ficaram loucos em quartos apertados assim como este em que agora você está, sem mulheres, sem comida, sem esperança, então você está pronto. Beba mais cerveja. Há tempo, e se não há está tudo certo também."


Bukowski - O amor é um cão dos diabos