quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Defina em palavras dramáticas: 'crescer'.

  E se eu soubesse a maneira que todos os meus atos terminariam, eu teria feito tudo com muito mais intensidade.
  No momento, passo por desilusões grandes sobre o sentido da vida, quem realmente são as pessoas em minha família e meus caros amigos e inimigos; que carreira realmente merece minha aptidão; quão significativo meu relacionamento está no momento e o maior de todos: Como e quem eu me tornei com todas essas experiências?
   Ao longo dos anos, ouvi muitas pessoas dizerem coisas como: 'Ah, você não parece ter 15 anos. Não digo apenas pelo físico, mas pela sua maneira de agir, pensar e falar.';  e assim seguiu de acordo com o avanço do meu número etário. A questão é, como eu deveria ser aos 18, quase 19 anos? Como eu deveria agir? Eis  o problema, eu só sei agir, pensar e falar como sempre fiz. Resultando em um crescimento pelo qual nunca pedi!
   "MADURA?! EU?!" - meus neurônios berram ao meu bom senso quando sou forçada a ouvir isso. Sabe de uma coisa? Eu busquei por muito tempo, aceitação. Tanto dos meus pais, quanto de amigos, quanto da sociedade. Eu não enxergava que o meu maior problema estava onde eu menos esperava, em mim.
   E viva a terrível desilusão amorosa que eu tive comigo mesma nos últimos meses! "Cara, porque você insiste em ser assim? Não vê que ninguém te ama." - e eu nunca pensei que meu próprio cérebro poderia ser cruel, dramático, mentiroso e desnecessário.
   Eu me descreveria como alguém que já não tem controle sobre as cordinhas que movem a marionete chamada Ana. As pessoas nunca compreenderiam como me sinto, mas é como se eu fosse uma observadora dentro do meu próprio corpo quando reajo e ajo de maneiras que eu nunca pensei, concordei ou autorizei meu corpo a fazer. É como se eu fosse apenas uma essência não ouvida de alguém que deixou de existir há muito tempo. E se isso é crescer? Boa pergunta, poderia descrever isso como falta de controle. Ou de acordo com as palavras de outrem: "Ana, você é descontrolada! E pior ainda, INFANTIL!". E se eu ganhasse uma moeda a cada vez que ouvisse isso... Eu teria exatas quatro moedas.
   Me pergunto se seria isso que posso esperar da vida: dúvidas. 'Hello, Captain! Então a vida se resume a velejar em mares desconhecidos, seguindo sem rumo enquanto amorteço os pesares da vida com aquela velha garrafa de rum?'. E tanto quanto The Sims após alguns meses jogando, a vida não me faz sentido algum.
   E a palavra dolorosa de todos os tempos: CRESCER! "Crescer ou não crescer, eis a questão." - deveria ter sido o foco do William, mas ele era tão esnobe que não se abaixou aos pequeninos que não queriam crescer. Mas me contento com meu amigo Peter, que criou a Terra do Nunca para satisfazer pessoas medíocres como eu que não aceitam o simples fato que a vida deve seguir, independente de seus tramas e lamúrias. 
   O Show sempre deve continuar!

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