Meu querido blog, venho por meio deste lhe contar sobre os mais fatídicos acontecimentos recentes...
Comecemos por abrir o facebook há alguns dias atrás e me deparar com nada mais nada menos que uma prepotente, petulante, lastimante e ridícula mensagem de inúmeras linhas muito bem calculadas por um previsível, sistemático e neurótico fulano que me pedia desculpas por 'ter despertado em mim, o que em vão, ele tentava despertar nele'... tsc... tsc... tsc... Triste perceber como o bom senso já não faz parte dessa densa realidade. Dizendo isso, devo complementar a história...
Tudo começa com a minha admiração por pessoas quebradas - para não dizer limitadas em algum aspecto; e eu fiquei a-d-m-i-r-a-d-a com tal fulano que realmente correspondia as minha expectativas sobre seres humanos evoluídos - não digo paixão, amor e muito menos algo sexual.
Como boa falante que sou, disse à Deus e mundo o que eu pensava e sentia em relação a ele. E dentro de poucos dias, já esperando por isso, levei uma bruta 'catracada' do fulano para que: 'no que você puder evitar de tocar no meu nome, eu aprecio'... Claro, compreendamos que existem pessoas previsivelmente controladoras e discretas!
Bom, acabando de sair de um recalque tremendo, chorando as pitangas sobre meu término de relacionamento - que na época eu achava que seria eterno; eu não sou o tipo de pessoa que força, finge, tenta de todas as formas quaisquer sentimentos ou emoções que não me cabem. Sendo assim, quando o fulano me mandou mensagens desesperantes de 'estou apaixonado' não pude fazer nada a não ser não correspondê-lo - também porquê não me envolveria com outro instável, previsível e neurótico tãããooo cedo! No entanto, sempre há aquela brecha de 'Nossa, ele realmente poderia me fazer feliz. Somos muito parecidos e a conversa flui.'
Leve em conta que isso aconteceu em um tempo realmente minúsculo, já que na quinta recebi a mensagem que eu levaria algum tempo para digerir e na sexta eu me deparo com a cena mais ridícula de todos os tempos... O fulano, em um evento semi profissional - social, praticamente fode uma supervisora casada de outra operação. E então, lhe pergunto! Cadê a discrição? Cadê a integridade? Levando também em conta que ele fez questão que todos os meus amigos e companheiros de trabalho que estavam naquele ambiente soubessem da nossa 'relação', cadê a PORCARIA do respeito?
Cara, na moral, na minha opinião, não faz realmente a menor diferença o que você faz do seu pinto ou não. Enfiá-lo no lixo é opção sua, mas puts... Me pediu que calasse diante dos elogios que eu fazia em relação a ele e ainda quer agir como se restasse alguma dignidade na alma, SUPONDO que eu estava apaixonada e que o que eu sinto é RECALQUE? Meu caro, obviamente não me conhece. O que sinto é repulsa... Indiferença... Já havia lido na sua testa o que poderia esperar do seu cárater, mas há sempre aquela ponta de 'nossa, pode ser que dê'. Não, não dá.
Segundo acontecimento, esse eu realmente espero que enfie o pinto no lixo e espera crescer um cogumelo colorido. AMÉM!
Após quatro meses de recalque, barra, luto, barra, vadiante, barra, sem vergonha; eu resolvi me declarar e tentar reerguer o que eu queria do meu relacionamento de três anos e o que ouvi? Toma aí:
- Ana, nós não damos certo. Você sabe disso. Não vou mudar, não quero mudar. Não quero mais ficar com você. Você não gosta dos meus amigos. Quero cuidar de mim, gosto de estar sozinho.
Resumindo as doces facadas que levei no peito enquanto as lágrimas desciam fervendo já que eu havia mudado de uma forma tremenda em tão pouco tempo e ele não... E por que você ainda lastima uma relação dessas? Porque recalque é vendido a preço de banana nesse mundo. Fui criada pelo recalque e amamentada pelo caos! Que Deus me ajude.
Então, sou obrigada a saber pela boca dos outros (óbvio!) que ele está bem e feliz, ficando com uma colega de trabalho e que não sente minha falta... E o que dói? Dói perceber que eu ainda me recalquei por isso... Dói perceber que eu vadiei tentando esquecer isso! Meu corpo e minha mente, meu maior templo, eu deixei ser violado pela banalidade da puta vida boêmia, por RECALQUE? Meu Budda! Me auxilie, por que o que eu sinto é revolta por ter me deixado cegar por situações ridículas, pessoas ridículas... Felizmente, não caio no conto de ninguém, tem que ter garra para me derrubar! Mas puts, FOI POR POUCO! Dessa vez, foi por pouquissimo, que não faço uma burrada e tento reatar uma droga de amor lixo que não me auxiliava mais em nada...
E para concluir, que fulaninho e ex sejam felizes... Mas felizes, onde? Na casa do caralho. Esse é o nome do buteco onde eu armazeno a minha maior indiferença. E peço mais uma coisa, mandem um beijo e um abraço ao meu querido pai que deve estar embriagado - como na minha infância; dizendo como eu não ligo ou não me importo com ele - como na adolescência; e por fim sem mais nada a dizer sobre mim já que agora a única relação que temos é a indiferença e o desapego.
Espero que realmente saibam a situação que deixaram tudo, não pensem por um momento que algum dia lhes darei a OPORTUNIDADE de corrigir isso... Vacilar comigo é só uma vez. Claro, vocês foram perdoados, de fato. Mas não por vocês e sim por mim. Apenas! E por isso mesmo, nunca mais terão a chance de me frustrar...
Beijos e boa noite, blog. Agora eu irei ao meu diário em papel que me aguarda! <3 br="">3>
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