quarta-feira, 1 de maio de 2013

Make her feel

 O momento habitual em que ela se encontrou cansada de estar sempre disposta a tudo...

 Se levantou pela manhã procurando algo que pudesse fazê-la seguir em frente, questionando a maturidade de seus cruéis pensamentos.
 Enquanto encarava seu rosto cansado, cheio de marcas do passado, mastigava o que restava do pesadelo de ir dormir e sempre sonhar com sua realidade.
 Pobre dela que não podia reivindicar nada do que sentia, apenas sentar-se à lareira lastimando a veracidade de seus últimos atos.
 Estava tudo bem enquanto ela estava mergulhada na mais funda poça de seus sofrimentos, de seus mais trágicos problemas; ela não consegue lidar com a calmaria do mar...

 O significado da vida até então era sobreviver a pressão de ser quem era, de ter nascido no meio em que nasceu. Era saber distinguir seus momentos de sanidade absoluta e completo descontrole. Ela já não era ela mesma.
 Quando ela acordava mergulhada na esperança de que um dia seus problemas terminariam, estava anestesiada para a banalidade que é viver. Agora que se encontra livre de seus costumeiros dramas não pode mais seguir sem um anestésico que lhe faça sentir... Sentir algo que até então não lhe havia uma definição precisa. Era simplesmente o verbo em sua mais pura expressão: SENTIR!

 Façam-na sentir!

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