Mais uma vez o final do mês pegou minhas raízes de jeito e trocaram os negros cachos por loiro condescendente!
Passaram-se meses e é como se eu não tivesse me dado conta de nenhuma mudança ou constância. Meu universo pausou em um jogo que continua mesmo com a tela congelada.
A psicóloga ainda insiste na minha tendência de banalizar pessoas e qualidades;, na minha tendência de me atrair pelo não correspondido, pelo medo de sentir ou pelo simples prazer masoquista mesmo.
Passei as últimas semanas sem conseguir pensar em nada além de faculdade e necessidade de arrumar um emprego. Hoje, finalmente eu apresentei o interdisciplinar da pior maneira possível. Entre mãos tremulas, pernas sem controle e risadas histéricas de quem obviamente está fora de controle! "Não chore, Ana. Se controle... Você sempre agiu de forma madura, o que está acontecendo?" Ó, céus... Se eu ao menos soubesse que tipo de doença, vírus, bactéria ou problema psíquico me atacou. É uma doença sem sintomas aparentes, onde tudo está ao contrário e sem graça.
É incrível a minha recém descoberta habilidade de não sentir desejo, não possuir libido e menos ainda tesão em pessoas que há alguns meses atrás, me matavam... Ah, estou me tornando uma árvore humana e passando por um processo de fotossíntese intenso. Façam uma lobotomia nas minhas folhas, agora! Agora! Agora! Preciso de uma cura já que a pansexualidade não me atrai, neither.
Pensei várias vezes em ir para o Tibeti e trabalhar meus chakras em busca de uma solução na doença que tem nascido em mim: Síndrome da morte de Ana Drama. Sim, esse é o nome da doença, eu acabei de tirar uma licença poética para criar isso. Acho necessário depois de tudo o que ando passando.
Quando me abraçam eu sinto uma pequena regurgitada na boca do estômago, me causar refluxo. Quando me elogiam ou se declaram é aquela velha sensação de "Cara, você não acabou de fuder com tudo... Puts, como você é energumeno, velho.". E o pior, quando eu finalmente penso que estou perdidamente apaixonada... É como se eu tivesse uma pica de três metros de altura que nem com toda a corrente sanguínea do universo, conseguisse ficar ereta; está perdidamente morta. Melhor, a minha vida emocional se encontra como uma casca de múmia velha que nem com os livros dos mortos conseguiria reencarnar. Chateadamente grilada!
Por fim, a única sensação constante na minha vida é a vontade incontrolável de urinar e rir ao mesmo tempo. E como o amor correspondido nos dias de hoje, é algo humanamente impossível. Quem diria que os relacionamentos se assemelhariam tanto ao meu canal urinário. Viva o xixi e os amantes que não puderam se fazer presentes! <3 br="">3>
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