Sorriu para o dia que nascia e trazia com ele novas esperanças; talvez um futuro melhor ou alguém melhor, ao menos.
Ela abriu um sorriso e mostrou alguns de seus dentes amarelados de quem fumou por muito tempo para o atendente da padaria - aquele que já a viu caída na calçada após a balada do dia anterior algumas vezes.
O sorriso permanece enquanto ela atravessa a antiga praça da cidade e se lembra do que ela denomina ter sido o pior dia de sua vida - um lugar, um momento, uma agonia e uma recordação; nada pode ditar quem ela é atualmente.
Ela franze a testa enquanto o vento bate contra seu rosto e mais uma vez aperta os olhos antes de abrir um sorriso, passa os dedos sob a marca de sol do seu dedo anelar e logo em seguida solta um suspiro. A solidão, às vezes, é o melhor remédio.
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