sexta-feira, 18 de abril de 2014

E se eles acreditam: So be it!

Há uma pulseira de couro sintético com o símbolo de uma marca multinacional no meu pulso, mas eu ainda sou pretensiosa ao ponto de taxar o resto do mundo do que eu bem entender. Eis o meu universo particular com acesso restrito.
Basta um giro de 360° e tudo se expõe… Hipócritas, loucos, cruéis, famintos, sedentos, invejosos, lazarentos, soberbos, aproveitadores, oportunistas, sexistas, babacas, idiotas, egocêntricos, problemáticos, energúmenos; já que, no final das contas, nenhuma característica boa é evidenciada.
Tentaram elogiar: “Parabéns pela coragem em se expor”. Ingênuos… Estamos todos expostos. Expostos à nossa própria radiação e à radiação de outrém cabe à nós mesmos se nos afeta ou não. A blindagem é natural, quem corrói ela somos nós. Esconder o que penso ou sinto não me protege do meu mais cruel inimigo e o que as outras pessoas podem pensar…
Olha, eu posso expressar o que penso e sinto por elas levantando o meu dedo médio. Desculpe, mas não existe espaço no meu mundo para o mundo de ninguém. E se eles ainda perdem tempo tentando entender ou julgar o meu mundo é porquê obviamente desistiram de seus mundinhos fracassados. Aqui não existe ferida exposta, apenas expressa. Ninguém cutuca minhas feridas além de mim. Ninguém pode me ferir e ofender tanto quanto eu mesma.
Talvez o sentimento de superioridade seja mesmo uma patologia da Era, mas definitivamente, o problema de auto análise, é! Todos são melhores que alguém e isso é tudo questão de escolher a pessoa certa a se comparar. Por quê ‘comparar’ e ‘comprar’ só se diferem por um A; e nunca saberemos quais dos vícios são mais satisfatórios.
Me disseram que quando alguém me mandasse uma caixa de merda eu deveria retribuir com um buquê de flores. Ou como dizia Jesus: “Dái-vos a outra face!” e a prolixagem passa dos limites em vários aspectos.
Minha mãe diz que eu escrevo apenas coisas ruins e de forma esdrúxula; uma potencial ‘não-leitora’. Oh, eu posso me sentir mal agora? Devo me rebaixar e parar o que sempre fiz e sempre faço porquê algumas pessoas não concordam? Devo me calar diante meus valores porquê as pessoas não os compreendem? Espera, só um momento. Estou tentando encontrar esse hardware que implantaram no meu cérebro para agradar e me importar com os outros… Hum, acho que deu bug. Sorry.
Não sei ao certo entre quais palavras da frase “Eu não me importo, de verdade.” eles ouviram a expressão: “Olha, eu sou insegura e preciso que você me aponte o caminho à essa sua ‘liberdade’ pseudo emocional e super social”. Se eu quisesse eu mudaria. Se eu me importasse, cederia. O que me impede? O fator basilar, aquele que você não faz parte e que nunca te disse respeito.
Sentem-se ofendidos quando eu digo que não tem nada a ver com eles mas se realmente tivesse a ver com eles; o que fariam? Nada. Porquê se não fosse mói cuidando do meu universo, seria outra pessoa e o loop segue…
Então, Jesus, não! Eu não dou a outra face, eu não mando buquês, eu não me adapto… Eu retribuo com toda essa indiferença que eu guardo com amor e sutileza. Mas que no final do dia, pesa mais que chumbo aos fracos.
Não ouse dizer que quer cuidar de mim quando tudo o que você espera encontrar é uma brecha até aquilo que realmente te interessa. E independente do que seja, nunca será a mesma coisa que eu almejo. Meus anseios são tão grandes e tão voltados à mim que se algum dia criassem um aparelho que exibisse em alta qualidade o que eu sinto, acabaria em um abismo no final do túnel destruído por atos de violência gratuita com aquelas lâmpadas piscando frenéticamente e te impedindo a visão.
Eu não me vejo perdendo tempo tentando decifrar a mente de alguém, tentando conseguir o afeto de alguém, tentando culpar alguém pelos meus sentimentos, tentando sufocar as pessoas com as minhas carências e necessidades; já que no final do dia, eu estarei sozinha e todo o tempo que eu gastei tentando preencher o meu vazio com pele e palavras, nada disso amenizou a realidade.
Nascemos sozinhos, respiramos sozinhos, escrevemos nossos lixos e sentimentos, nossas dores e amores foram criados por nós; sozinhos, pra no final cair em uma cova individual com um epitáfio de “Jaz aqui uma esposa dedicada. Uma mãe amorosa. Uma pessoa muito amada.”; o que não está escrito? É que ela está ali, enterrada sozinha. E que enquanto ela viveu isso tudo, não havia uma sala de bate papo na consciência, apenas um monólogo chato sobre pessimismo e um manual de uma palavra sobre como lidar com isso: “Sobreviva!”

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