sexta-feira, 18 de abril de 2014

Um brinde à queda dos reinados.

  1. Um brinde à queda dos reinados!
    Depois de mais um dos monólogos intercalados que eu tanto aprecio com a minha melhor amiga (periclitante quando eu defino, mas verdade seja dita), coisas que há tempo eu havia esquecido vierão à tona. Mesclando o reinado do passado e o reinado do presente com toda a má intenção de reinar sobre o futuro.
    Não se trata de um reinado ordinário; um reinado que prevê ordem econômica e o bem comum; um reinado que controla impostos; um reinado que promulga uma Constituição; um reinado que defende elitistas; um reinado que zela pela importação e imigração; não, não é esse o meu reinado e sequer foi.
    Há muito, o meu reinado se tratava de um ilumiegocentrismo e que caiba nessa expressão toda a arrogância que transborda em mim quando eu bem entendo. O bem comum era a idolatria bem praticada e os impostos eram elogios! Minha Constituição previa indiferença sobre tudo o que eu comandava e idolatria sobre o que eu realizava. Meu reinado se tratava de lealdade silenciosa; elitistas não tinham vez e apenas aqueles que eu definia ‘amigos’ eram dignos de paz. Porquê paz não era privilégio no “Mundo dos Ninguéns”! A imigração era proibida, meu grupo estava fechado para os externos; ditando quem entra e quem sai. Um reinado feito de barro e maquiado com Contém 1g, porquê a futilidade era seu princípio basilar e o salto alto era o cajado ungido pelo desprezo social.
    O fim de tal reinado é algo que traz apenas discórdia e controvérsias - tudo aquilo que estava adormecido embaixo do meu castelo de vidro. Não existe reino absoluto ou monarca eterno; a única verdade absoluta é que não há verdade absoluta em nosso meio e a única estabilidade mental é saber que tudo perece e modifica. Assim seja!
    Hodiernamente, o meu cajado é uma madeira com o formato de uma silhueta que tem em si cordas que o contém e o mantém sempre ereto. Tais cordas gritam em seu calabouço como se ali fosse o poço das lamúrias e dos cânticos. O cântico é a revolta materializada de uma nação que se acomoda em meu corpo. O meu novo reinado controla o caos e o descontrole que há em mim e sem certeza alguma, ele segue tentando governá-lo incessantemente.
    O maior e mais difícil reinado, de fato, é o reinado de uma pessoa só! Viver de aparências e controle social é fácil - não acrescenta, não engrandece e não satisfaz. Satisfação será o dia em que o auto-controle tomar posse e legislar sobre as outras emoções. Isso não é uma democracia, é tudo outorgado.
    Eu sou a Rainha da Guerra. A declaro sempre que posso, a idolatro antes de adormecer, a elogio quando vejo necessidade, a lapído para que esteja sempre preparada para a batalha, a levo para passear porquê o reinado pode ser de um mas na guerra de um: não há vitória!
    A guerra se adapta à todos os campos, existindo em todas as proporções, se alimentando de toda intensidade, defecando extremos e alucinando ingênuos. É ela que mantém um reinado e ela que destrói todos eles. Se guerra é necessária? Dizem que não. Se ela será extinta? Nunca. Sempre haverá alguma guerra a se travar.
    Que os reinados se esvanesçam enquanto a ascenção da Guerra é alimentada pelo caos interior com influência externa a todo momento.

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